sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Desabafo ás minhas amigas leitoras.

Uma vez, estando decidida a correr atras do que sempre sonhei em ser, uma grande jornalista, mandei um email pra diretora de redação da Atrevida, e contei toda a minha admiração e amor pelo que ela faz, além do meu medo de tentar chegar até lá. Nem acreditei quando vi que ela me respondeu e ela dizia que jamais deviamos ter medo do mercado de trabalho, por que o que você gosta, você faz melhor. Mas críticas alí e "baldes de agua fria" aqui me fizeram esquecer a idéia e o conselho de Rita.
Havia já um tempo que eu não me perguntava o que realmente pretendo ser. Esta noite, porém, estou tendo alguns sintomas daquilo que chamam de feminilidade. Estando mais sensivel, acredito que seja esse o motivo da minha inquietação, resolvi desabafar aqui minhas angústias, revoltas, sonhos... Vocês, minhas queridas leitoras, podem até pensar que isso nada tem haver com vocês, mas sinceramente, não acredito que pensarão assim. Eu acredito, e sei, é que todas nós, de vez em quando pelo menos, passamos por momentos como esse. E por isso escrevo sempre, porque sei que isso me ajuda, sei que pode ajudar vocês.
Quantas aqui já sonharam em ser cantora? Ou em ser como a atriz de alguma novela? Eu já. Mas isso é o que queremos quando somos crianças, ou ainda adolescentes, e nossos objetivos quase sempre mudam quando ficamos mais velhas. Mas e se não mudarem? E se continuarmos a querer ser uma cantora famosa? Não estou dizendo que esse é o meu sonho, ser Madonna. Quero dizer que nem sempre queremos aquilo que condiz com nossa realidade, e aí, o sonho torna-se um grande problema. E o que me fez parar pra escrever esse texto foi eu ter percebido que estou sendo medrosa, covarde. Que estou, como a maioria das pessoas, fugindo de mim mesma, me contentando com algo que sei que não é pra mim. Eu sou sim, umas destas garotas que não mudaram seu sonho utópico, que cresceu e continua querendo o máximo.
O problema se complica mais quando temos aquelas pessoas que dizem o que você jamais quer ouvir, aquilo que te deixa ainda mais incrédula, mais pra baixo. Muitas vezes essas pessoas não tem a intenção de te ferir, mas... ferem. Por exemplo, o que vocês diriam pra mim se disesse que sonho em ser a redatora-chefe de uma grande revista, assim como Lola Padilha? Fica meio dificil né? De dar uma resposta sincera e otimista ao mesmo tempo.
É dificil acreditar naquilo que todos e até você já considera uma "utopia", mais ainda é correr atrás. Quando os fatos não te favorecem ainda, piorou. Mas (vou ser um pouco esperitualista agora) de que vale a vida se não fizermos o que gostamos? De que vale, se pelo menos nem tentarmos? Acho que somos inteligentes o suficiente para conciliar sonho e realidade, e transformar, quem sabe, o primeiro no segundo.
Lembrando do conselho da Rita, que eu vou guardar sempre comigo, podemos pensar que não existem "utopias", que se você gosta de fazer algo, você vai fazer isso como ninguém. Não importa se você sonha alto em ser Madonna, se você canta bem, você vai ser Madonna, e isso a gente consegue acreditando, correndo atras, por mais que haja muita gente acreditando no contrário.
Pode ser que eu esteja sendo otimista demais, não vamos dizer que se você acreditar em fadas elas aparecerão, mas acho que se deva sempre mostrar do que você é capaz. Eu estou tentando mostrar. Estou começando... escrevendo.




Julia Izabelle, diretora de redação.

2 comentários:

Paulo News disse...

Você tem toda razão! Ainda não conseguiram tirar nossa capacidade de sonhar e isto é uma surpresa, nessa sociedade cada dia se proibe mais cosia.
E mais, podemos estar sonhando alto, mas somos diferente de muitos que tem por aí. Não estamos querendo cosias altas não pelo dinheiro, mas sim pelo sonho.

Cara redatora, você com certeza chegará onde pretende, eu sei!

JESSICA disse...

Amo a lola queria conhece-la sou apaixonada demais por ela amei a novela Amooooooooooooooo

Jessica Clicia jessica_clicia@hotmail.com